quinta-feira, 2 de julho de 2015

Reticências...





Reticências...

Durante um dia todo, vou vivendo,
Na esperança de que algo mude.
E eu mesmo vou varrendo, varrendo,
Tudo aquilo que não presta e não cure.

E as horas vão rolando, segundos afora,
Até que chegue, enfim, o fim da tarde.
A noite também vem e não demora,
E começa tudo, devora, invade, arde...

Sob os ditames dos delírios da solidão,
Vou me descrevendo, como um poema,
Que nunca se findou ter um ponto final.

Coração chora! Coração grita! Reticências.
Voltei pra minha realidade, afinal...
Mas sem você, meu filho, quanta escuridão!

Victor Hugo Neves de Carvalho

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