terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Barriga D’Alma




Barriga D’Alma

Eu nunca vi uma barriga de perto,
Aquela barriga que crescia tanto.
Aos longos dos dias, era certo,
Alguém já estava chegando.

Esqueça todos os desconfortos.
Pode crer, tudo estava se ajeitando.
Não importa se é abril ou em agosto,
Mas esse alguém vai se aprontando.

E mesmo assim, nunca vi uma barriga!
E como seria bela essa minha visão!
Há vida após de outra vida renascendo...

Mas, que essa barriga, eu não entendo,
Eu nunca a vi tão mais perfeita e linda,
Crescendo junta com meu coração!

Victor H.



Calor




Calor

Mais um dia de calor,
Mais um dia de sol quente,
Mais um dia de horror,
Que queima a pele da gente.

Mais uma noite de calor,
Mais uma noite que esquente,
Mais uma noite de pavor,
Que arde a pele da gente.

Mas que calor é esse, Senhor?
É mais do que um verão comum,
Parece o inferno, de tão quente.

Chuva, venha chuva, por favor!
Antes que eu me derrete...
Calor é muito só pra ser de mais um.

Victor H.


domingo, 18 de janeiro de 2015

Criação




Criação

Eu não sou Deus,
Mas sou uma criatura.
Também não sou ateu,
Coração pulsa só ternura.

A esperar do meu renascer,
Vou morrendo aos poucos.
Com sentimento a crescer,
E amar, logo feito um louco.

Mas quisera ser Deus,
E não só essa triste criatura,
Que vaga ao léu dos sonhos,
Em busca de sua realidade.

Meu filho, coração de ternura,
Pulsa por ti, pulsa felicidade,
Mas tua espera me faz medonho,
Tristonho e quase um ateu.

Victor H.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Escaravelho dos Diabos




Escaravelho dos Diabos

A vida não me deu a dádiva de ter filhos.
Razão porque hoje chora minha criança.
Tanto ela como eu, sentimos tão sozinhos,
E temos só como companhia a imortal esperança.

Mas ainda me vejo segurando um de meus filhos,
Os últimos que ainda persistem em viver,
E tem medo de sofrer o mesmo algoz destino,
Dos outros que perdi ao longe desse meu renascer.

E já estou na metade da vida, quase um velho.
Sinto meu tempo se esgotando a cada segundo passados.
Ora vem o receio, ora me abraça a esperança...

De ter de volta toda aquela alegria de minha criança.
Bons tempos que não voltam, mas podem ser resgatados,
antes que eu parta, com uma picada, por um certo escaravelho.

Victor H.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Breviário




Breviário

Saudades da minha querida infância
Tempo bom em que eu era feliz
Saudade tamanha, essa constância,
Queria voltar, sempre eu te quis...

O mundo era diferente, simplesmente
As pessoas eram mais cordiais e amigas
As famílias se juntavam, faziam correntes
Para agradecer aos céus por mais um dia...

Tudo era tão simples e tão humilde
Quantas coisas eu vivi nesse mundo meu
Quantos amigos eu tive e não os vejo mais
Quanta coisa mudou nesse mundo doente...

Ai, saudades que eu tenho de ser teu
Como um menino na inocência, termine
Por encontrar esse coração tão dolente...
Das eternas saudades de meus pais!

Victor H.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Amor Platônico




Amor Platônico

Eu te amei desde esse dia.
Mas nunca o vi e nem sei
Amar, além de sua vida.
Acho que eu até pirei.

Mas não te conheço ainda
E sei que você existe
Meu coração bate em arritmia
Só de imaginar e não desiste.

Mas como amar alguém
Que não se conhece e nunca viu?
Que nem nasceu ainda?

É simples: o amor quem sugeriu
Amar um filho é ter na vida
A paz de Deus no coração também.

Victor H.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Amor Antigo




Amor Antigo

Meu amor por você é tão antigo,
Como os brinquedos que eu guardei...
Em um velho baú, escuro escaninho,
Dos meus sonhos que já te imaginei!

E da solidão me tornei mais amigo.
Me sentia muito só e já até me sentei,
Em cantos que me escondiam, sozinho,
Sorrindo de coisas que eu já chorei.

E hoje, foi o tempo quem me guardou,
Esperando pela vida depois da morte,
De uma noite longa e espessa de vazios...
Esse foi o tempo em que eu mais o esperei.

Mas te aguardo, como um amor antigo.
Brinquedos preferidos de quem amou,
E ainda ama, por que já até brinquei...
Nas horas mortas de minha sorte!

Victor H.


A Ternura de um Soneto


A Ternura de um Soneto

É como uma pessoa que não desiste nunca,
E que luta constantemente pelo seu sonho.
Que espera que céu e terra que se junta,
Criando raízes ao tempo que me tira o sono.

Pois o medo de partir e nada deixar de mim,
Me faz mais persistente a cada dia dessa luta.
Tudo tem um começo, um meio e certo fim,
Mas não pretendo terminar minha busca.

Nada mais eu quero dessa vida, menino.
Nada mais me faz mais feliz nesse mundo.
Que sua vinda nessa terra de um gigante,
Pequeno ser, diante a tua espera tão remota!

Eu quero crescer, como girassóis nos arbustos,
Sob a luz da esperança que no meu olhar denota,
Um simples gesto de teu raro carinho...
Um abraço de pai e filho, como me era de antes!

Victor H.

Essa tal felicidade




Essa tal felicidade

Essa tal da felicidade
Mais parece uma estrela
Brilha mais celebridades
Que gente pobre e verdadeira.

Essa tal da felicidade
Parece até artigo de luxo
Quem a tem, foi por vaidade
Que a conquistou em alto custo.

Essa tal da felicidade,
Seria mesmo que ela existe?
Ou um mero acaso de estado
De espírito e de bolso?

E o coração, onde foi guardado?
Embrulhado pra presente de poucos?
Mais parece malandragem,
Ser feliz por infeliz é muito triste!

Victor H.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Espera (Sonhos de Pateta)




Espera
(Sonhos de Pateta)

Mais um ano se passou,
Que eu fiquei a tua espera.
Mais um tempo terminou,
Minha luta nessa guerra.

E nada enfim mudou,
Eu vejo pela sua fresta,
Que essa porta emperrou,
Os meus sonhos de pateta.

Mais um ano começou,
Vou ficar a tua espera.
Todo o sonho se ajuntou,

Pra que ajunte céu e terra...
Antes do fim de minha era,
Da realidade que vingou!

Victor H.