domingo, 21 de setembro de 2014

Meu Menino









Meu Menino

Meu menino agora dorme
Depois de noites acordado
Sonha com o tempo que corre
E que já ficou no passado.

Meu menino agora tem sono
Um sono profundo e extravasado
Já não tem mais o seu sonho
Que o aninhe sonhando acordado.

Meu menino dorme o sono justo
Depois de uma longa espera
Entre a penumbra da esperança
Um vulto, ao menos, de paz.

Mas ele dormiu! Enfim! Nova era
Seu mundo agora se me refaz
Esperou tanto aquela outra criança
(filho meu) que  só vem de um soluço!

© Victor H.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Desencanto









Desencanto

Aquele encanto de antigamente
Já não existe mais
O que está em voga, ultimamente
É esta solidão, que está demais.

A magia do amor não seduz somente
Fica parecendo que o sonho acabou
E como ninguém fica pra semente
Para outros nem a realidade germinou.

O que vem a tona é o desencanto
As melhores coisas da vida não têm valor
Pobre do coração que ama
Vai morrer triste e sozinho...

O que é felicidade? O que é o amor?
Palavras apenas. Pois vive-se sonhando
Do tempo que se foi perdido.
Só solidão, quem nos reclama!

© Victor H.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Primeiro Espelho









Primeiro Espelho

Desde o estágio inicial do desenvolvimento emocional, somos paradoxais...
Completamente dependentes do ambiente e da provisão física da mãe, desde o útero; e independentes no sentido hereditário e de nossas tendências inatas.
Assim, o ambiente não faz a criança, mas possibilita à criança concretizar seu potencial.
Ao longo de toda nossa vida levaremos esta experiência de, um dia, ver e termos sido vistos por um olhar que nos inaugurou, que nos tornou humanos, que nos imprimiu a possibilidade de seguirmos existindo.
A ausência ou falha significativa nesta fase, poderá levar-nos a renitente sensação de não termos iniciado nossa jornada humana, ou mesmo de não nos sentirmos autênticos em nossa vida.
Desse modo é que existem pelo mundo aqueles que se sentem sub-existindo, ou sobrevivendo, buscando ansiosamente por algo ou alguém que dê sentido à vida e possibilite a ele, enfim, existir...

Andréa Tarazona

O Carente e o Ausente









O Carente e o Ausente

Pai ausente
Que não faz presença
Filho carente
Que sofre a indiferença

Pai muito ocupado
O trabalho toma seu tempo
Filho pouco animado
E só brinca solto no vento.

Pai carente, filho ausente
Em um mundo de desavenças
De histórias diferentes...

A felicidade não faz presença
De homem e menino carentes
Sofro muito tua indiferença!

© Victor H.

Essa Tal Felicidade









Essa Tal Felicidade

Onde mora a felicidade?
Alguém tem seu endereço?
Onde está a liberdade,
Que não pagou meu preço?

Onde vive a felicidade?
Em que lugar ela se encontra?
Eu que vivo a dura realidade,
Por que a vida nos apronta?

Onde está a felicidade? Cadê?
A muito clamada por todos,
A muito realizada por poucos...
Não quero ser cria da solidão!

Viver sozinho, por quê e pra quê? 
Nesses dias febris e tão loucos,
Nessas noites tristes e de fogo...
- Ai, menino, me aponta teu coração?

© Victor H.