domingo, 24 de fevereiro de 2013

Faz tempo


Faz tempo

Victor H.

Eu não sei o que é uma mulher
Meu desespero é tão grande
O que faço com esse amor gigante
O coração, ficar sozinho, já não quer

E nem sei mais o que é o amor
Essa angústia é constante
Dilacera o peito, corta, é gritante
O que mais eu posso pra dar valor?

Estou sozinho! E isso é frustrante.
Um homem precisa de uma mulher
Para que o amor sobreviva
E não morra de tédio e de desilusão.

Ai, vida! Faça de mim o que quiser
Mas não me deixe morrer na solidão
Sem ela aqui, sofro a cada instante
Não faz sentido, não há vida!



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Homem casado


Homem casado

Victor H.

Sou um homem casado
Mas vivo muito infeliz
Eu sou ator, ela a atriz
Vivemos de papel passado.

Sou um homem casado
Mas não faço o que eu fiz
Dizer que ama, não se diz
Se vivemos só de passado.

Sou um homem. E casado.
Um homem triste e frustrado
Ser feliz, eu não mereço...

Mas uma coisa eu ofereço:
Meu sonho, ainda não castrado
Meu amor, ainda não capado.



Chora coração


Chora coração

Victor H.

Chora não, coração!
Seque essas lágrimas.
Vai ver, que tudo passa
Até mesmo sua solidão.

Tenha mais fé, coração!
Abra um sorriso.
Sei, seu sonho é antigo
Mas não morre mais não.

Se apegue as coisas boas
Que a vida te oferece
Na gratuidade de bater
Uma nova emoção.

Quem sabe, e de repente
Tudo vai se esclarecer
Só não chore, não
Talvez, alguém te socorra.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Identidade Secreta




Identidade Secreta

© Victor H.

Sem você não sou ninguém
Sou apenas um homem comum
Sou quase como todo alguém
Comumente sem poder algum

Sou uma pessoa ignorante
um homem simples também
de um sentimento exultante
de uma força pra mais além

Sem você eu só não sou nada
sou só um ser humano, pelo menos,
mas sem a sua identidade secreta
que hoje chega e um dia se vai...

Queria ser imortal. Mas aprendemos
que não temos nem espada e nem capa
e para o bem da palavra correta
Sou um homem infeliz, por não ser pai!

Vida



Vida

© Victor H.

Vida amarga, pesada. Vida farta.
Estou farto dessa vida. Sem ar.
Vida sem jeito, meio. Vida chata.
Estou cheio de vida. Vou parar.

Vida longa. Vida curta. Encurta.
Fios que me prendem e não desatam
Vida bruta. Vida nada. Que me custa
Cortem os fios. Cortem. Me matam.

Vida. Vida. Vida. Vida. Tal a sorte.
Estou cheio dessa vida louca...
Quero sombra e águas fresca, pura.

Quero trocar de pele. De corpo, roupa.
Vida para. Vida acaba. Vida e morte
Viver é mesmo uma amarga aventura.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Conselho nada sentimental


Conselho nada sentimental
© Victor H.

Se eu morrer, não chorem!
Foi Deus quem quis assim.
Procurem mais sorrir e orem
Acredito, não é o fim!

Se partir tão precoce, foi solidão.
se apossou, me devorou, engoliu,
fartou-se. Cumpriu-se a missão.
O mundo enfim me digeriu.

Mas, acaso venha sobreviver
Por esses dias maus de solidão
Por favor, não se afobem.

A vida continua! Está só, coração!
Sozinho, estou. Continuo a morrer
Então assim, chorem!


Para embalar o coração


Para embalar o coração

© Victor H.

Eu ainda não te conheço
ainda nem fomos apresentados
E não sei se eu te mereço
mas se vier, será adorado.

E nada sei a seu respeito
nem futuro e nem passado
Mas um presente mais perfeito
seria você aqui do meu lado.

Tento imaginar como você seria
Se pareceria com quem? Cara de quem?
Mas ainda nem fomos formalmente
Apresentados, e eu aqui te imaginando.

Sei apenas o seu nome - fico soletrando
a cada minuto de sua chegada. Ainda
assim eu seria mais que ser alguém:
Seria eternamente grato e feliz, finalmente!


Amor Pagão


Amor Pagão

Em ser parte de ti eu me consinto
Pois sou feita de nossos momentos
De pedaços de amor que ainda sinto
Entre flores dos nossos pensamentos!

Somos sonhos em partes sinceras:
O intento dos ventos aos ouvidos,
O instante do tempo na primavera,
A essência do amor mais que querido!

E contigo floresço pétalas dançantes
De rubras rosas nas hastes da paixão,
A todo tempo nas esferas dos amantes

Sentindo-te nas batidas do coração
Dançamos o amor de corpos ardentes.
Somos telúricos! Ó meu amor pagão!

Vilma Piva