quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Onde encontrar você



Onde encontrar você

© Victor H.

Preciso encontrar meu grande amor!
Esteja ele onde estiver, vou encontrar.
sentir seu cheiro, sentir seu calor,
nunca vou desistir, nem desanimar.

Porque é tão importante pra mim te encontrar
não faz idéia o quanto que sou louco por você
e quantos significados posso te revelar
a sua presença era o que mais me daria prazer

Eu preciso encontrar o meu grande amor
falar das coisas mais bonitas em seu ouvido
falar com a linguagem que fala o coração
mas não sei por onde nem como encontrar você!  

Por que é tão triste essa minha solidão...
E sua presença era o que mais me daria prazer
Preciso te encontrar, meu menino querido
não quero ser só mais um sonhador.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A vida no tempo



A vida no tempo

© Victor H.

Minha vida é o tempo que não passou
É uma vida no tempo que nunca passa
É o tempo da vida que não me levou
Meu tempo é a vida que se apaga

A cada vida que vem, outra vida se vai
Surgindo assim novos tempos e passa
Só minha vida que fica e que se recai
O mesmo tempo, a mesma luz que apaga.

Quisera ter a vida do tempo que passa
Quisera ter o tempo da vida que renasce
A cada instante uma nova renovação
Da vida que ao tempo vai se surgindo

Há vida em mim! Há vida nessa solidão!
Um tempo que termina se consumindo
Sem o toque de nova vida, não afaga
um coração que, ao tempo, não ultrapasse!


Soneto à Lua


Soneto à Lua

Vens chegando de tão longe, tão cansada,
Tão frágil e tão pálida vens vindo,
Que pareces, ó doce Lua amiga,
Vir impelida pelo vento leve.

Pelo vento gentil que está soprando
Tu pareces tangida, como um barco
Como as suas louras velas enfunadas,
E vens a navegar nos altos mares...

Atravessando campos e cidades,
Quantas artes e sortes não fizeste,
Ó triste Lua dos enamorados!

Quantas flores e virgens distraídas
Não seduziste para a estranha viagem
Por esse mar de amor, cheio de abismo!

Augusto Frederico Schmidt



A Cor do Menino


A Cor do Menino

Se é negro, branco ou índio
O que importa a cor do menino?

Se é mulato ou se é pardo
O que importa se for misturado?

Se é verde, amarelo ou vermelho
O que importa o que diz o espelho?

Se é ruivo ou se é loiro
O que importa a cor do seu olho?

Se ele é branco ou não
Se ele é negro ou não
O importante é o seu coração
(O importante é que ele é meu amigo).

(Milton Primo/ Herculano Neto)


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Amor Gatuno




Amor Gatuno

O amor traz alegria de um encontro,
A emoção de ser um só casal,
A noite sempre faz o reencontro,
À hora chega confidencial!

A ansiedade canta melodias,
E o peito sente forte o coração,
A esperança reconquista dias,
Apenas pelo toque de uma mão!

E quando o vento sopra com mais força,
Há sempre a presença de alguém,
Que chega ao momento oportuno!

Passado, que a solidão retorça,
Pressinto a chegada de alguém,
O meu amor que chega, qual gatuno!

Manoel Lúcio de Medeiros

Gatinha Manhosa


Gatinha Manhosa

Era uma vez, uma gatinha
toda lânguida e dengosinha.

Ela me sorriu manhosamente
e conquistou meu corpo e mente.

Não consegui resistir aos seus encantos
que retiraram de mim meus desencantos

E agora, que estou mais que feliz,
só ouço meu coração que diz:

- Não sei se ficou ou se saio,
só sei que com você quero dividir o meu balaio.

Fonte: http://literaturaintempestiva.blogspot.com.br/2012/03/gatinha-manhosa-ii.html

Tapas da vida




Tapas da vida

© Victor H.

Ai, vida! A cada tapa que me dá
é uma dor a mais pra carregar.
E a felicidade, onde ela está?
Me prometeram dela já chegar.

Não suporto mais os seus tapas!
Um carinho de suas mãos cai bem.
Chega de tanto tapas na cara
Eu quero ser feliz, também.

Você parece tão injusta comigo.
Mas eu sei, entendo, não é culpada
Sou eu quem escolheu viver assim
Sem ao menos saber das conseqüências.

Mas, vai vida! Cuide mais de mim!
Eu ando tão triste e tão sozinho!...
Que a gente se encontre nas coincidências
Aprendi a lição. Mas dói! Que tapas!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013




Deus
  
Nas horas do silêncio, à meia-noite, 
Eu louvarei o Eterno! 
Ouçam-me a terra, e os mares rugidores, 
E os abismos do inferno. 
Pela amplidão dos céus meus cantos soem 
E a Lua prateada 
Pare no giro seu, enquanto pulso 
Esta harpa a Deus sagrada. 
  
Antes de tempo haver, quando o infinito 
Media a eternidade, 
E só do vácuo as solidões enchia 
De Deus a imensidade, 
Ele existia, em sua essência envolto, 
E fora dele o nada: 
No seio do Criador a vida do homem 
Estava ainda guardada: 
Ainda então do mundo os fundamentos 
Na mente se escondiam 
Do Onipotente, e os astros fulgurantes 
Nos céus não se volviam. 
  
Eis o Tempo, o Universo, o Movimento 
Das mãos sai do Senhor: 
Surge o Sol, banha a terra, e desabrocha 
Sua primeira flor: 
Sobre o invisível eixo range o globo: 
O vento o bosque ondeia: 
Retumba ao longe o mar: da vida a força 
A natureza anseia! 
  
Quem, dignamente, ó Deus, há de louvar-te 
Ou cantar teu poder? 
Quem dirá de teu braço as maravilhas, 
Fonte de todo o ser, 
No dia da criação; quando os tesouros 
Da neve amontoaste; 
Quando da terra nos mais fundos vales 
As águas encerraste?! 
E eu onde estava, quando o Eterno os mundos, 
Com destra poderosa, 
Fez, por lei imutável, se livrassem 
Na mole poderosa? 
Onde existia então? No tipo imenso 
Das gerações futuras; 
Na mente do meu Deus. Louvor a Ele 
Na terra e nas alturas! 
Oh, quanto é grande o Rei das tempestades, 
Do raio, e do trovão! 
Quão grande o Deus, que manda, em seco estio, 
Da tarde a viração! 
Por sua Providência nunca, embalde, 
Zumbiu mínimo inseto; 
Nem volveu o elefante, em campo estéril, 
Os olhos inquieto. 
Não deu ele à avezinha o grão da espiga, 
Que ao ceifador esquece; 
Do norte ao urso o Sol da primavera, 
Que o reanima e aquece? 
Não deu Ele à gazela amplos desertos, 
Ao cervo a amena selva, 
Ao flamingo os pauis, ao tigre o antro, 
No prado ao touro a relva? 
Não mandou Ele ao mundo, em luto e trevas, 
Consolação e luz? 
Acaso, em vão, algum desventurado 
Curvou-se aos pés da cruz? 
A quem não ouve Deus? Somente ao ímpio 
No dia da aflição, 
Quando pesa sobre ele, por seus crimes, 
Do crime a punição. 
 
Homem, ente imortal, que és tu perante 
A face do Senhor? És a junça do brejo, harpa quebrada 
Nas mãos do trovador! 
Olha o velho pinheiro, campeando 
Entre as nuvens alpinas: 
Quem irá derribar o rei dos bosques 
Do trono das colinas? 
           
Ninguém! Mas ai do abeto, se o seu dia 
Extremo Deus mandou! 
Lá correu o aquilão: fundas raízes 
Aos ares lhe assoprou. 
Soberbo, sem temor, saiu na margem 
Do caudaloso Nilo, 
O corpo monstruoso ao Sol voltando, 
Medonho crocodilo. 
De seus dentes em volta o susto habita; 
Vê-se a morte assentada 
Dentro em sua garganta, se descerra 
A boca afogueada: 
Qual duro arnês de intrépido guerreiro 
           
É seu dorso escamoso; 
Como os últimos ais de um moribundo 
Seu grito lamentoso: 
Fumo e fogo respira quando irado; 
Porém, se Deus, mandou, 
Qual do norte impelida a nuvem passa, 
Assim ele passou! 
          
Teu nome ousei cantar! — Perdoa, ó Nume; 
Perdoa ao teu cantor! 
Dignos de ti não são meus frouxos hinos, 
Mas são hinos de amor. 
Embora vis hipócritas te pintem 
Qual bárbaro tirano: 
Mentem, por dominar, com férreo cetro, 
O vulgo cego e insano. 
Quem os crê é um ímpio! Recear-te 
É maldizer-te, ó Deus; 
É o trono dos déspotas da terra 
Ir colocar nos céus. 
Eu, por mim, passarei entre os abrolhos
Dos males da existência
Tranqüilo, e sem terror, à sombra posto
Da tua Providência.

Autor: Alexandre Herculano (Portugal 1810-1877)

Em nome da esperança


Em nome da esperança

© Victor H.

Menino, não sei o seu nome
E nem onde você mora
Mas sei que tem sede e fome
E que o frio não demora

Menino, não sei de sua família
E tão pouco de sua história
Mas sei o quanto nessa vida
Busca a sua própria glória

Menino, sei apenas que criança
Não deve nunca ser abandonada
Mas amada e protegida...

A sede que em tua alma mata
É a mesma fome de minha justiça
Porque seu nome há de ser esperança!


Criação


Criação

© Victor H.

Eu só queria ter a chance de sorrir
Um sorriso mais alegre para a vida
E nunca meu sentimento fingir
E nem pretender dissimular da ira.

Eu só queria um pouco mais de tempo
Para arrumar e preparar minha casa
Reorganizar todo o meu pensamento
Pra quando de sua chegada

Eu só queria construir meus sonhos
E me reconstruir como ser humano
Ser quase um deus, na plenitude
De ser o dono de sua própria criação.

Mas você não vem! E me ufano...
Fazer morada no meu coração.
Quantas noites perdidas de sono?
Eu só queria menino, a sua virtude!


O Estranho Vizinho


O Estranho Vizinho

O amor,
este estranho vizinho,
que passa todos os dias
pela frente de nossa casa, sem graça,
e sequer nos cumprimenta...
Um dia, eis que bate à nossa porta,
pedindo apenas uma xícara de açúcar
e sem perceber já o estamos convidando
para o café, logo para o jantar...

Há que se ter fé na vida,
fé no trabalho e no amor
que nos conduzirão à felicidade.

O amor faz de nossa pequena aldeia
uma imensa, intensa cidade.
Nesta, a única lei que vigora,
desde a alvorada até a aurora,
é a da verdadeira verdade,
e todas as disposições transitórias
da paixão, uma a uma, serão revogadas.

O amor,
este estranho vizinho
que de um instante para o outro,
deixa de ser apenas alguém,
mero cobre, nada nobre vintém,
e vai tornando o carinho
em um novo caminho,
locomotiva de nosso trem...
Que nos desperta do sonho,
nos acorda para a vida,
que une sua casa
após a nossa vírgula,
fazendo de nossas reticências
suas doces exclamações...

O amor,
este estranho vizinho,
pássaro misterioso,
que dia a dia, galho a galho
vai construindo em nós o seu ninho...
Água que corre, vento que move
o nosso velho moinho sem parar...

Autor: José Antonio Klaes Roig


A Criança


A Criança

A criança que vive com afeição
aprende a amar

A criança que vive com estímulo
aprende a confiar

A criança que vive com a verdade
aprende a ser justa

A criança que vive com o elogio
aprende a dar valor

A criança que vive com generosidade
aprende a repartir

A criança que vive com o saber
aprende a conhecer

A criança que vive com paciência
aprende a tolerância

A criança que vive com felicidade
conhecerá o amor e a beleza.

Autor: Ronald Russe
Fonte: "A confissão do Ser Humano Adicto: A Falta, a Busca, uma Ilusão."


domingo, 27 de janeiro de 2013

Poema




Poema

© Victor H.

Ai, meu adorado menino,
Lembro de você pequeno!
Você era tão magrinho
E depois foi crescendo, crescendo

A vida te mudou tão rápido!
Nem percebi. E só hoje percebo,
Esse estranho tempo mágico
Não trabalha em segredo.

E o vejo um homem crescido
Dono do seu próprio nariz
Dono de um mundo só seu
Homem grande, já maduro.
Seguiu os passos do seu destino.

O meu tempo, esse, já caducou.
Como vinho, envelheci, sou adulto
Mas eu me sinto tão feliz!...
Eu vou. Você fica. - Benza Deus,
Você cresce a cada dia, Victor!

Mona Lisa




Mona Lisa

Quem é, quem foi, de quem será o rosto,
quem fez a encomenda do retrato,
por que a aceitou e a pintou com gosto,
o artista nunca o disse por recato.

À falta de segura informação,
teremos que ser nós a desvendá-lo
com o nosso poder de intuição,
tentando a nosso modo interpretá-lo.

Varando-me os sentidos como um dardo,
sempre me seduziu essa pintura
e, através dela, o próprio Leonardo.

Virtual ou real, eu imagino
que o mestre nos legou nessa figura
uma visão do eterno feminino!

João de Castro Nunes

Soneto do amor errante


Soneto do amor errante

Um ardor no peito
Uma calma insone
Evito o nome
Tenho o meu respeito

E um querer suspeito
De quem quer e some
Ainda evito o nome
Mas não há efeito

Quando em pensamento
A perfeição se realiza
E traz a completude

A razão sintetiza
Amiúde
O meu desalento.



Soneto do Menino Velho



Soneto do Menino Velho

Relutante ou só porque foi o jeito
Militante que enche e fere o peito
Metade que assume e metade que foge ao pleito
Ouro, rosa, prata e cianeto!

Vassoura na frente, pá atrás
É o mundo que mente com o pé atrás
É quando se abraça coisas boas, mas
Não se aprende que essas boas são sempre más

É quando se é educado e não exigente
E se vê a tristeza cravando o dente na mente
É ao tudo desaparecer e continuar-se crente

Em pouco tempo, não se é nem mais gente
Ver que tudo e nada vêm lentamente
E no fim, adormecer assim, meio menino velho demente

Vandejer Adrian

sábado, 26 de janeiro de 2013

Sombras




Sombras

© Victor H.

Eu sou a sombra de mim mesmo
Sombra que ficou esquecida
No passar do meu tempo
Quem de mim se lembraria?

Mesmo que fosse uma sombra
Sob a luz do meio dia
O esquecimento faz a ronda
Por todas as manhãs frias

Por que quem se lembra
De coisa que não se vê
Sou apenas uma sombra,
Água de lama na penumbra,

Que ali surgia em meio à tumba,
Onde a desesperança se assenta!
O esquecimento fez a sua ronda,
E eu sou, nem sei mais o quê.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O nosso amor



O nosso amor

© Victor H.

Acho tão bonito o nosso amor!
Ele é feito de muito prazer.
A gente se entrega sem pudor,
e nos amamos até o amanhecer.

São horas em que o tempo pára,
Um momento só de nós dois.
Parece mesmo que o corpo fala,
Calando na alma um querer depois.

Como é lindo o nosso amor!
Dois corações desnudos e quentes;
Na cama, sussurros e gemidos...

Esse é o infindo amor da gente.
O meu. O teu. - Amantes e amigos,
Nunca houve assim tanto ardor!

Tempo Menino


Tempo Menino

Tempo menino,
Menino sem tempo,
Correndo atrás de tudo,
Voando com o vento,
Menino de pés descalços,
Trazendo o amadurecimento em seu encalço,
Despreocupado com tudo,
Passeando por aqui,
Por ali,
Pelo mundo,
Menino sorridente,
Não se cansa de passar pela gente,
Brincando de Deus,
Brincando de ser diferente,
Levando...
Trazendo...
Construindo...
Desfazendo...
E o tempo é menino,
É menino sem tempo,
Brincando que sente ou entende,
As mudanças que faz na vida da gente.

Raquel Luiza da Silva


Campo dos sonhos




Campo dos sonhos

©Victor H.

Enterrei meu coração
No campo dos sonhos
Chorei desilusão
Choro triste e medonho

Foi tão grande a emoção
Vi morrer os meus sonhos
Depois de enterrar o coração
Num súbito choro tristonho

Hoje eu vivo sem razão
Não faz sentido, sem sonhos
Ais do meu choro triste.

Em seu lugar, só me disponho
De um imenso vazio, que existe
Por morrer meu triste coração! 

Soneto


Soneto

©Victor H.

Eu te dou meus olhos, pra você enxergar,
A visão de um novo futuro.
Eu te dou meus ouvidos, pra você escutar,
As melhores coisas do mundo.

Eu te dou minha boca, pra você falar,
Que viver a vida feliz é tudo.
Eu te dou minhas mãos, pra você pegar,
Meu melhor sentimento lá do fundo.

E te dou também, meu coração,
Pra você sentir o que estou sentindo,
Nesse exato momento,
Da falta que me faz a sua linda presença!

Só me dê mais um pouco de tempo,
Pra que tudo faça diferença,
Mas não me dê essa triste solidão...
A troco, só por você, meu lindo menino!



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

De Caso com a Solidão




De Caso com a Solidão

Estar de caso com a solidão é reescrever sobre um bloco de notas o Eu sozinho que ali sempre estivera acompanhado, rumando outras direções.

É o momento estático dos ponteiros da balança interior, apontando qual o peso flexível do ser que se revê através dos (des)apontamentos da vida.

É um sentir modificado, reestruturando pensamentos do que se teve e tem, ou que ainda se almeja, estendendo-se no retrovisor de um circuito fechado, antenado às janelas que descortinam decisões de caminhos por estradas floridas ou por túneis sombrios.

É o sentar-se consigo mesmo no centro da alma, e olhar frente à frente todos os que se foram, os que ordenaram, os que sonharam, os que vigiaram, os que permitiram, os que solicitaram, os que realizaram e os que nada fizeram.

Estar de caso com a solidão é sentir o estado transitório do descolorimento, onde se criam frestas nos tons dos portais das essências que nos refletem e regem, vestindo-nos de transparências na face do novo.

É a releitura no reverso da ação. Vive-se mais a contemplação num regalar-se em si, de excessos e de vazios, junto da taça do fel e dos seus antídotos, bebendo a fluidez das vozes da solidão.

É nesse momento que se ouvem os sons de uma repaginação no impossível das nossas buscas... No talvez... No quem sabe... Nos nãos e nos sins, por essas trilhas do ir sozinho agregando em si uma nova visão, compondo no rodapé das páginas vividas a retomada de escolhas.

Permitir-se só, sem ficar de fora do que se tem por dentro, num estado de ponte interior para se fazer travessias ao longo do tempo, é saudável e necessário, pois se a solidão por vezes nos retrocede também nos alavanca ao encontro da pedra polida da nossa própria história.

Autora: Vilma Piva

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Carrossel


Carrossel

Girando, girando, entorpeço meus sentidos
perdendo lentamente a razão, e em protesto
me entrego aos devaneios ébrios dos bêbados
perdido entre medos de um futuro incerto

Posso ouvir agora sons de outros mundos
quando esqueço de mim e de todo resto
e me deixo levar por infindáveis segundos
para longe deste mundo triste e deserto

Caminhando pela imensidão do céu vazio
meu olhar, girando, viaja na escuridão
e flutuando meu corpo sente apenas frio

Estático, vejo um mulher, um anjo ou ilusão
lívida, levada pela correnteza de um rio
ouço ainda seus gemidos. Solidão, solidão...

Rômulo Maciel de Moraes Filho


As Mulheres da Minha Vida


As mulheres da minha vida

© Victor H.

A minha primeira mãe,
A minha primeira avó,
A minha primeira irmã,
A minha primeira amiga,
A minha primeira namorada,
A minha primeira professora,
A minha primeira mulher...
Me fica faltando agora só você,
A minha primeira filha!